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Dalton Scavassa

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Domingo, Setembro 03, 2006

Xgl / Compiz


Pequena demonstração de alguns dos recursos mais simples

Xgl, desenvolvido desde 2004 pela empresa Novell com código-fonte aberto, é resumidamente uma modificação para o sistema gráfico X, utilizando funções tridimensionais das placas aceleradoras de vídeo. Juntamente com o gerenciador de janelas Compiz, independentemente do ambiente desktop (Gnome, KDE, XFCE, etc.), é implementado um amistoso ambiente de trabalho em terceira dimensão para Linux, necessitando apenas de hardware atual relativamente modesto para apresentar bom desempenho.

Xgl/Compiz cubo 3DNão fiz eu mesmo uma apresentação semelhante porque ainda não conheço algum bom programa utilizado para capturar a imagem da tela. Se alguém souber, por favor me diga. Fiz apenas a imagem ao lado, demonstrando o recurso de livre movimentação entre as àreas de trabalho virtuais.

Há muitos vídeos a respeito no YouTube, demonstrando inclusive várias outras funcionalidades.

Para quem não entende direito do que se trata, nem imagina para que isto pode servir além da aparência, recomendo que leia esta seção de um artigo de avaliação do openSUSE Linux 10.1 no site Mad Penguin. É o melhor artigo a respeito que encontrei, com explicação detalhada e ilustrada. O autor dá muitas sugestões de como este software pode auxiliar nossa vida ao trabalhar com o computador no cotidiano. Gostei tanto deste artigo que insisto para que todos o leiam. Quem não lê inglês, pode tentar entender através da tradução do artigo automatizada pelo Google. O autor chegou a testar também o Xgl/Compiz em uma placa de vídeo com meros 32MB e ela até que se saiu razoavelmente bem, desativando um ou outro efeito mais escalafobético.

Pois bem, em minha avaliação do Windows Vista ficou claro que o sistema é voraz por recursos de processamento, consumindo tudo do hardware e ainda falta. E o resultado final, ou seja, a experiência do usuário, nem é tão vantajosa em comparação com o sistema atual da mesma empresa (Windows XP). Por outro lado, Xgl vem trazer à sua principal concorrência -- a comunidade de programadores independentes que investe pesadamente no Linux e acessórios (onde se incluem as ferramentas GNU) -- uma novidade ao ambiente de trabalho que já vem há muito demonstrando sua superioridade em vários termos. Sem contar a maior vantagem: o desempenho.

Utilizo Windows ainda, claro: não há como escapar, já que cada meia-volta que damos nos deparamos com ele. Seja na faculdade, no trabalho, sobretudo nos computadores de amigos que nos pedem auxílio. Eu mesmo utilizo este sistema para executar alguns programas e às vezes alguns jogos. Mas não é este o sistema operacional que fica dia e noite pronto para o serviço que eu ordenar. A cada dia fico mais convencido de que depender de software proprietário não é a solução. Sobretudo depender de uma empresa que tenta a todo custo massacrar seus concorrentes. Tudo bem que alguns produtos chegam a ser excelentes, mas praticamente todos podem ser substituídos com louvor. Defendo a busca pelo conhecimento, em ambos os lados da questão. Daí eu estar de olho e avaliando lançamentos como o do Windows Vista. Já dizia Sócrates que para sair da caverna há que se abandonar o medo e deixar de olhar apenas para um lado. Por outro lado, convido aqueles que me conhecem a virem conhecer pessoalmente a via alternativa. Mesmo que não mude de opinião, duvido que a pessoa não saia daqui mais crítica e reduza um pouco seu preconceito.

Voltando à questão do vindouro lançamento da Microsoft, sendo francamente extremista, quem quiser adquirir uma máquina de mais de três mil reais para obter recursos francamente humilhantes em relação ao que seria obtido pelo conjunto equivalente de software livre (apenas com alguns drivers de dispositivos proprietários, claro), ocupando um processamento discrepante com suas funções, pode ir em frente. Seja feliz com a colônia viral. Já que de uma hora para outro tudo pode vir abaixo, como confiar em um sistema que não oferece a segurança necessária para seus preciosos dados?

A propósito, há que se citar o caso de vários colegas que utilizam o PC praticamente apenas com a função de videogame: por acreditar que seus jogos prediletos podem ser executados apenas no Windows, eles sequer testam outro sistema. No máximo fazem uma breve observação, acham "legal", mas não dão importância. Continuam achando normal todos os seus problemas. Um deles chega ao extremo de ser tão viciado que seus jogos merecem todo o processamento da máquina, logo ele prefere não ocupar preciosos recursos de seu hardware com antivírus. Sendo assim, segundo o próprio, é forçado a ter o trabalho de reinstalar tudo a cada três meses ou menos.

Não seria este o sistema operacional fácil de usar? Se isto for analisado, chega-se à conclusão de que não é bem assim. Digo mais: a maioria grita em uníssono que Linux é difícil, sobretudo de instalar. Uma analogia muito utilizada é a de que não é preciso ser mecânico para dirigir um automóvel. É claro, se eu abrir um terminal de texto e usá-lo ao lado de um leigo, este vai achar que o que eu faço é "do além". Ora, a mesma situação se dá se executar o prompt de comando no Windows. A diferença é que no Windows há mais tempo a maioria das ferramentas possui uma interface gráfica. Então os usuários mais experientes em Unix/Linux estão acostumados e preferem resolver vários problemas através de interface de texto. Mas isto não é necessário no cotidiano do usuário final. Muito bem. De fato é uma ilusão acreditar que tudo é fácil: não importa o sistema utilizado. Que jogue a primeira pedra aquele que sequer uma vez na vida, usando sistemas proprietários, necessitou de ajuda externa, seja de que ordem, remunerada ou não, para resolver seus problemas computacionais. Afinal, não interessa a marca, se é motocicleta ou carro, se usa álcool ou petróleo, carburador ou injeção eletrônica: o cidadão comum precisa de alguém para resolver seus problemas mais complicados, ou mesmo os mais simples até que aprenda a dar conta sozinho.

Quando estamos acostumados a algo, é muito difícil mudar o hábito. É custoso aprender algo novo. Ainda abusando do exemplo do mundo dos automóveis, alguém que aprendeu a dirigir um modelo de veículo e a vida toda acostumou-se com ele, também deve passar por algum sufoco ao conduzir outro.

Espero que a mensagem tenha sido compreendida pelo leitor, mesmo que sem concordância do mesmo com alguns pontos nebulosos aqui contidos. Ora, se não concorda, debata à vontade através do sistema de comentários.

1 Comentários:

Será realizado no próximo sábado (9), à tarde, o “I Encontro de Bloggers de Maringá”. O evento vai apresentar e debater a fomentação dos blogs em Maringá. Entre os temas abordados estarão: o blog como instrumento didático, a influência do blog no jornalismo, blog como meio de exercer a cidadania, entre outros.

O professor José Milk Luiz, de Londrina, será o convidado para apresentar os projetos “Pedagogia do Blog” e "Blogando Com Ciência", que desde o ano passado leva os blogs para as escolas das regiões Norte e Noroeste do Paraná.

Haverá exposição de fanzines, jornais, livros e revistas sobre a imprensa alternativa.

O encontro será às 15h, na sala 1, do Sesc Maringá, rua Lauro Werneck, 531, em frente ao Ginásio Chico Netto. A participação é gratuita. Informações: 9102-2912, com Andye Iore.
Divulgue e participe!

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