Tecnologia para ser consumida.
Informação para ser digerida.
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Comumente se diz que certa imagem simplesmente é “JPG”. Todavia, JPEG por si só apenas especifica como uma imagem é transformada em um fluxo de bytes, mas não como estes bytes são encapsulados em uma mídia de armazenamento.
Um outro padrão, criado pelo Grupo JPEG Independente, chamado JFIF (JPEG File Interchange Format [ou Formato de Intercâmbio de Arquivos JPEG]) especifica como produzir um arquivo adequado para armazenamento e transmissão por computador (como pela Internet) de um fluxo JPEG. Em uso comum, quando alguém fala de um “arquivo JPEG” geralmente significa um arquivo JFIF [...]. Há, entretanto, outros formatos de arquivo baseados em JPEG, tal como JNG, e o formato TIFF pode conter dados JPEG da mesma forma1.
Este é provavelmente o formato de compressão imagens raster mais utilizado atualmente, especialmente para imagens fotográficas. Seu uso é desaconselhável, porém, para desenhos de linhas, ícones ou textos. Isto se deve a como seu método de compressão é aplicado a estes tipos de imagens. Os formatos GIF e PNG são mais adequados para tanto. Em JPEG-JFIF, contudo, o nível de compressão pode ser ajustado para atingir o “custo-benefício” desejado entre o
tamanho e a qualidade visual do arquivo.
O JPEG utiliza um algoritmo de compactação que se baseia na capacidade do olho humano. No entanto, mesmo sabendo-se que arquivos em JPEG podem trabalhar com até 16,8 milhões de cores, o olho humano não é capaz de enxergar todas elas de uma vez. Assim, é possível tirar uma série de informações que representam cores em imagens e manter apenas aquelas visíveis ao olho humano. Em outras palavras, o formato JPEG "tira" da imagem aquilo que os humanos não conseguem ver. Esse processo é conhecido como compressão. Isso faz com que imagens bastante realistas sejam criadas, ao mesmo tempo em que esses arquivos não ficam pesados.
Algo interessante no JPEG, é que os arquivos podem ter diferentes níveis de compressão. Quanto mais existir compressão, ou seja, retirada de informação, menor será o tamanho do arquivo, porém pior será sua qualidade. Assim, se você for disponibilizar imagens na internet, é interessante mantê-lo em um tamanho pequeno. No entanto, se a imagem for utilizada em um documento, muitas vezes é melhor mantê-la com o máximo de qualidade possível, para que a impressão seja satisfatória.
O formato de compressão JPEG foi padronizado pela ISO (International Standards Organization ou Organização de Padronização Internacional) em agosto de 1990.
Existe ainda um tipo de JPEG “Progressivo”, que consiste em reordenar o fluxo da informação para que, conforme a imagem comece a ser descarregada (download), ela já possa ser exibida em seu tamanho integral, embora distorcida, sendo então focalizada progressivamente conforme os dados são processados, ao invés da exibição nítida de uma parte gradual, método mais comum. Isto possibilita que o usuário reconheça a imagem antes de sua total exibição, possibilitando que aborte o download se não for o que desejava. Embora esta técnica esteja disponível desde o lançamento da especificação JPEG, os browsers principais a implementaram apenas em 1996.