Quinta-feira, Maio 29, 2003

Estou em Tupã (SP), porém pretendo retornar às atividades maringaenses ainda nesta semana. Aguardem novidades aqui na área.

Quarta-feira, Maio 07, 2003

Enfim, tenho que esperar até sexta-feira, aqui (Maringá), no maior tédio, sem ter o que fazer e sem (certas) pessoas para fazer companhia.

Devido ao tempo disponível, tenho pesquisado sobre alguns assuntos pela Internerd afora. Um tema que tem me entretido nas últimas duas madrugadas é sobre ferrovias. É lastimável constatar como mudaram, constatar como a Ferroban (empresa que atualmente opera a Malha Paulista) atua hoje e comparar como a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que era uma empresa privada até a década de 1960, era eficiente. Afinal, foi praticamente a partir de seu empreendimento que toda uma região foi construída, entre os rios Aguapeí e do Peixe, a chamada Alta Paulista, além de outras. A Companhia Paulista foi uma das melhores ferrovias do mundo.

Fico imaginando como poderia ser, hoje, se tivéssemos continuado a desenvolver as ferrovias, ao invés das onerosas e assassinas rodovias. Se tivéssemos administrado melhor tamanho patrimônio. Viajar a mais de 150 km/h: isto já era possível na Paulista, segundo laudos do IPT, embora nunca tivesse sido praticado. Viajar rapidamente, como disse, em cabines-dormitório, com vagão-restaurante, serviço de bordo. A opção de nossos governantes, depois de tanto lobby, foi a de nos apertar nestes ônibus caros, muitas vezes sujos, e que mal têm espaço para as pernas, além de muitos outros aspectos causados pelo trasporte individual, ao invés do coletivo. É triste demais ver quanto investimento foi simplesmente abandonado, ou deliberadamente destruído, enquanto poderia ser utilizado com eficiência, se bem administrado, até hoje, produzindo riqueza, economizando o erário público com despesas excessivas com rodovias, etc. Estas, aliás, seriam somente para fins locais, não para viagens de longa distância.

Aqui faço este manifesto: enquanto viver, dificilmente mudarei de idéia quanto à viabilidade total de uma retomada intensiva das ferrovias.

É possível esboçar como poderia ser o transporte no Brasil. As concessões devem ser revogadas em prol do desenvolvimento intensivo do transporte ferroviário tanto de passageiros quanto de carga. As políticas públicas que vigoraram após a estatização da Companhia Paulista, por exemplo, devem ser ao contrário: naquela época, o transporte ferroviário estava sendo sacrificado para que as montadoras de automóveis e também as transportadoras rodoviárias crescessem. O Estado poderia arcar com a construção de toda a rede. Entretanto, uma alternativa, a meu ver viável, entre liberal e conservadora, seria, após retomar as ferrovias, leiloar concessões de uso para empresas de capital nacional, jamais estrangeiro ou misto. Não monopólios regionais, como estamos assistindo hoje: seria mais ou menos como as rodovias, que são públicas. O Estado seria o proprietário das vias, cabendo a ele mantê-las operacionais. Mas, assim como as rodovias são públicas, as ferrovias também poderiam ser assim. Claro, este é um projeto ambicioso, já que necessitaria de maior infra-estrutura de tráfego do que se os moldes ferroviários que conhecemos até hoje continuassem em funcionamento, com somente uma empresa (privada ou estatal) operando cada linha, e dela sendo proprietária.

Nesta minha visão, a ferrovia funcionaria quase como as rodovias: o Estado manteria a estrutura fixa, e cada empresa teria seu próprio material rodante, oficinas, mão-de-obra, etc. Haveria livre concorrência, mas o Estado teria o direito de intervir quando necessário fosse. Quanto às estações, o próprio poder público poderia, como faz com as rodoviárias, construir e manter as mais estratégicas. Porém, no caso de linhas não-expressas, as empresas privadas poderiam ser incentivadas a construir seus próprios terminais. Tudo, como já observado, em ramais. O tronco principal seria livre de obstáculos. O controle do tráfego deveria ser feito pelo próprio Estado. É parte fundamental para o sistema funcionar com celeridade e segurança.

Enfim, isto é um esboço de um grande sonho. Mas poderia ser totalmente viável se a administração estatal fosse levada a sério por todos nós. O transporte é parte significativa sim, é base que não deve ser deixada de lado. Empregos seriam suprimidos de um lado, mas muitos outros seriam gerados do outro. O transporte eficiente traria crescimento econômico e maior qualidade de vida a todos.

Eu disse até agora sobre um improvável futuro. Alguns sites que versam mais concretamente sobre o passado de nossas ferrovias: FEPASA - Ferrovia Paulista S.A. - Página Não-Oficial; Companhia Paulista de Estradas de Ferro - Página Não-Oficial; Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo (excelente).

A nossa amiguinha parece estar com ciúmes, diretora-mor... dá um jeito nela aí. Ela quer atenção...
Haha... brincadeirinha, viu? Já que você queria que eu falasse de você aqui, aí está.

Para quem não entendeu nada, deixa pra lá, é melhor não entender mesmo.

Sexta-feira, Maio 02, 2003

Hoje fiz a última avaliação do "ano". Agora terei praticamente dois meses com um pouco mais de tranqüilidade, o que me possibilitará atualizar o site. Dêem idéias! Ei, diretora-mor (!), dê umas idéias para mim... assuntos a serem tratados, algo a ser melhorado, coisas assim.

Fico feliz que conseguiram ver as fotos. Se por acaso alguém da diretoria não tenha conseguido, descreva para mim o procedimento e qual foi a mensagem de erro, se existiu, para que eu possa auxiliar ou corrigir alguma eventual falha.

A diretora-mor perguntou para mim se o indicador de "online/offline" do ICQ, ao lado, realmente funciona. Bem, pelo que eu pude testar, às vezes sim, às vezes não... Portanto, o melhor a fazer para constatar se estou online, e ainda poder se comunicar, se a pessoa não querer ou não tiver instalado o ICQ completo no sistema, é usar o "ICQ to Go!". Basta apontar seu navegador (com suporte a Java) para http://go.icq.com. Sabendo ler inglês, basta seguir as instruções. Mas é mais ou menos o seguinte: abrir-se-á uma janela que rodará um pequeno programinha, o ICQ em versão reduzida. Não é preciso instalar nada, é através do próprio browser. Será necessário inserir um UIN (número do ICQ) e a senha. Caso a pessoa não tenha, é possível cadastrar-se para conseguir seu próprio UIN.