Não moro mais na república dos tempos de antanho. Agora meu único recurso informático próprio é uma máquina que eu chamo de Tamagoshi: quem se lembra, na infância perdida, daqueles "bichinhos virtuais" japoneses, coisa de "moleque criado em apartamento"? Ainda bem que eu não tinha. Trata-se de um laptop, o que seria ótimo pela portabilidade, não fosse pelo fato de estar sem bateria. Mas sua pior característica é a seguinte: é um 486-sauro. Para ser mais preciso, foi montado pela Epson (que não trabalha mais com portáteis, creio eu), com um microprocessador Cyrix 486 SLC 50MHz. Possui tela de cristal líquido de 12" monocromática, e 4MB de RAM. Seu winchester é de 250MB, uma infinidade para a época! Nele está rodando MS-DOS 6.22, MS-Windows 3.11 e MS-Word 6.0. Este último é igual aos demais. Cf. Assalto Planetário... não me lembro o nome do autor nem da editora. Descreve muito bem como a Microsoft ganha dinheiro com o mercado de editores de texto. Lança versões quase sem recursos a mais (só estéticos) cujos arquivos não podem ser lidos por versões anteriores simplesmente para obrigar o usuário a fazer upgrade. Bem, é um tanto complicado explicar tudo em poucas palavras, mas quem pensar pode imaginar. Participe da "enquete" sobre a Microsoft. E Feliz Natal a todos!
Dalton Scavassa
Blog antigo em que estudante de Direito na Universidade Estadual de Maringá comentava sobre assuntos da vida e política estudantil, do curso, etc. Agora há outro blog em subsistir.cjb.net.
